Não era um sábado qualquer no Rio de Janeiro. Não para as torcidas de Vasco e Fluminense. Era semifinal da Taça Guanabara, era semifinal de turno do tão questionado Campeonato Carioca. Questionado? Sim. Pelo menos até o time do questionador chegar em um mata-mata.
Um lado pensava só no jogo, na obsessão de passar pelo rival colocado como o melhor elenco de todos, a hora de calar os críticos e de mostrar o peso da camisa. Do outro, não era obsessão, poucos são os críticos e ainda tinha uma Libertadores vagando no caminho. Mas era clássico.Todos mordem. Ninguém quer perder.
Um primeiro tempo fechado. O Vasco jogava com o regulamento debaixo do braço, tinha a vantagem do empate e fez um jogo para um contra-ataque. Um contra-ataque, que não dava em nada, a cada aperto que o Fluminense dava. E que aperto foi o primeiro tempo para o torcedor vascaíno. Impossível saber porque não abriram logo o placar. Sorte de vencedor, será?
Quem achou que o primeiro tempo tinha sido um aperto, se enganou. Muito. Como eu disse, era um jogo que todos mordem. O Fluminense errou e, em um ataque raro aquela altura, o Vasco mordeu. 1-0. Um balde de água fria para os tricolores. Quando os mesmos já estavam se lembrando que o estadual não vale nada... Gol, e Gol. O Time de Guerreiros mordeu ainda mais forte. Festa tricolor no Engenhão, o Fluminense conseguiu sua vantagem em fração de minutos. Que virada... Virada? Mas esse não é o adjetivo do adversário? Morto, o Vasco ressurgiu. Até os mais otimistas não imaginariam uma reação, eu acho. Mas era o Vasco. E mais. Eles tinham um Romário... Não deu nem tempo para a torcida tricolor zombar do nume do garoto assim que ele entrou, não deu nem tempo de compararem com o baixinho e rirem. Porque assim que pensaram em fazer, Romário já ria. E caia na graça da torcida vascaína. Aos 40 minutos, um jogo dos sonhos. Agora era só segurar. Não. Morderam o time errado. Aliás, mexeram com o cara errado. O criticado, o superestimado, o ''não é tudo isso'', Dedé ainda vira o jogo. E que jogo do zagueiro vascaíno. Para colocar o Vasco ainda mais forte no próximo domingo.
O tipo de batalha que o Vasco gosta, o time de batalha que a torcida cruzmaltina adora. Os tricolores se enganaram. Time da Virada? Aqui só tem um!
Gabriel Soares

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